“Tira casaco, bota casaco”; Tira espada, guarda espada…!

No momento da prisão de Jesus, Pedro que possuía uma espada, a tirou da cinta e feriu um dos soldados romanos. Pedro foi repreendido por Jesus que lhe pediu que a guardasse novamente.

Podemos imaginar a confusão na cabeça de Pedro que ainda não havia compreendido os ensinamentos de Jesus!

Ora, se o mestre disse anteriormente que não veio trazer a Paz e sim a espada, qual o mal em defendê-lo usando a própria espada? Não estaria Pedro seguindo os ensinamentos do próprio mestre?

Muita coisa ainda haveria de acontecer. A negação, a morte de cruz, a ressurreição, etc, para que a lição ficasse completa. Hoje temos isso diante dos nossos olhos e com o ensinamento da igreja, aprendemos que a espada não significa revolução. Não significa lutarmos com as nossas próprias forças.

A espada é sinal de separação e de contradição, pois, partindo dos princípios cristãos, aprendemos a separar aquilo que faz mal daquilo que faz bem, o que é pecado do que não é; daquilo que salva a nossa alma daquilo que nos leva ao inferno, daquilo que nos enobrece enquanto filhos de Deus daquilo que nos empobrece.

Sinal também de contradição, pois, ao nos separar daquilo que é mal (vícios, excessos, apego a bens materiais, nosso ego, etc), nos aproxima de Deus. Jesus é essa espada. É a espada que nos mostra o lado bom e por consequência o lado ruim. Não caiamos nestes conceitos relativistas de que tudo é válido e tudo nos é permitido.

Para obtermos este discernimento, voltemos a cena de Pedro com a espada na mão. Momentos antes deste acontecimento, Jesus havia feito um pedido para que os discípulos, dentre os quais, Pedro, o ajudasse a rezar, porém, ao voltar até eles os encontrou dormindo.

Ou seja, de fato, sem o poder do alto, sem a oração, nada podemos fazer ou ao fazer, agiremos empunhando a espada para ferir aos demais ou a nós mesmos.

Despertemos deste sono que tem deixado nossos olhos pesados e pela graça optemos pela Verdade “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6) e que o nosso sim seja verdadeiro sim e o não, verdadeiro não (Mat. 5,37).

Senhor te abençoe e te guarde, o Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça. O Senhor volva o seu rosto para ti e te de a paz” (Números 6, 24-26)