
É bem comum ouvirmos a frase de que nós não devemos olhar para trás, olhar para o passado.
Contudo, o que somos hoje é fruto do que passamos, sejam coisas boas ou ruins, portanto, é importante olhar para o passado, seja para curar, seja para se alegrar !
Mas o objetivo deste artigo não se refere a suposições de acontecimentos de nossas vidas. Refere-se a uma afirmação teológica “Sim, nós devemos olhar para trás“.
Esta afirmação se baseia na parábola do filho pródigo. Filho que pediu a sua parte na herança ao pai em vida, foi embora, deu as costas ao seu velho, esbanjou todo o dinheiro e chegou a comer lavagem dos porcos.
Quando ele se arrependeu e resolveu voltar e pedir perdão a seu pai e que fosse tratado como a um de seus empregados, diz a Sagrada escritura que “… Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (São Lucas 15,20).
Está escrito que estando ainda longe, seu pai o viu, ou seja, aquele pai estava-o esperando. Ele sempre esteve a olhar para o horizonte na esperança de que o filho voltasse.
Se este jovem tivesse olhado para trás, no exato momento da sua partida, teria visto o seu pai o olhando e desejando que não fosse.
Quando você partiu? Quando deixou a casa do Pai para trás? Talvez você tenha pedido a sua parte na herança e esbanjado ! Talvez a herança ainda esteja guardada !
Talvez você tenha comido a lavagem dos porcos, talvez não ! mas o cheiro da imundície ainda está em suas narinas. Mas isto não importa; o que importa é que o Pai, que é Deus, sempre manteve o rosto em ti e assim o fará sempre. A capacidade de afastamento está somente e sempre em nós, nunca em Deus.
Volte para casa do Pai. Arrependa-se e sim, olhe para trás, para contemplar o rosto do Pai e haverá uma festa no céu !

Este céu que é a nossa morada eterna !

É este o banquete preparado para aqueles que confiam e entregam suas vidas nas mãos do Senhor !
Senhor te abençoe e te guarde, o Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça. O Senhor volva o seu rosto para ti e te de a paz.
(Livro de Números 6, 24 a 26)
